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Balança comercial registra superávit de US$ 370 milhões na terceira semana de fevereiro 

Brasília (22 de fevereiro) – Com cinco dias úteis (13 a 19), a terceira semana de fevereiro teve superávit (diferença entre exportações e importações) de US$ 370 milhões, com média diária de US$ US$ 74 milhões. No período, as exportações fecharam em US$ 4,703 bilhões (média diária de US$ 940 milhões) e as importações em US$ 4,333 bilhões (média diária de US$ 866 milhões), resultando em uma corrente de comércio  (soma das duas operações) de US$ 9,036 bilhões, com média por dia útil de US$ 1,807 bilhão.

A média das exportações da terceira semana foi 2,2% inferior à média de US$ 961,4 milhões registrada nas duas primeiras semanas do mês. O resultado decorre da retração nas exportações de produtos manufaturados (-10,2%) - plataforma de perfuração e exploração de petróleo, aviões, automóveis e energia elétrica - e semimanufaturados (-0,7%) - semimanufaturados de ferro/aço, celulose, ferro-ligas e couros e peles. Por outro lado, cresceram as vendas de básicos (2,5%), em razão de petróleo, soja em grão, café em grão, farelo de soja, carne bovina e fumo em folhas. Do lado das importações, houve crescimento de 9,4%, motivada pelo aumento nas compras brasileiras de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, siderúrgicos e farmacêuticos.

Mês

No acumulado do mês, as exportações chegaram a US$ 12,394 bilhões (média diária de US$ 953,4 milhões) e as importações a US$ 10,673 bilhões (média diária de US$ 821 milhões), com saldo positivo de US$ 1,721 bilhão e média por dia útil de US$ 132,4 milhões. Pela média diária, o saldo comercial das três primeiras semanas deste mês teve crescimento de 121,7% em relação a fevereiro de 2011. 

Nas exportações, comparando a média dessas três primeiras semanas com a de fevereiro do ano passado (US$ 836,6 milhões), houve crescimento de 14% em razão do aumento nas vendas externas de todas as categorias de produtos: manufaturados (24,1%), semimanufaturados (10,2%) e básicos (7,4%). Em relação a janeiro de 2012 (média diária de US$ 733,7 milhões), as exportações cresceram 29,9% devido ao acréscimo nas vendas de manufaturados (39,1%), básicos (26,9%) e semimanufaturados (20,4%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana foi 5,7% maior que a registrada em todo o mês de fevereiro do ano passado (US$ 776,9 milhões) e 3,6% superior a de janeiro deste ano (US$ 792,4 milhões). No comparativo com fevereiro de 2011, aumentaram as importações, principalmente, de equipamentos mecânicos (25,4%), instrumentos de ótica e precisão (24,7%), e siderúrgicos (21,6%). Em relação a janeiro último, houve acréscimo, sobretudo, de equipamentos mecânicos (19,6%), farmacêuticos (19,6%), instrumentos de ótica e precisão (18,2%), veículos automóveis e partes (10,5%), químicos orgânicos/inorgânicos (5,8%) e plásticos e obras (5,4%).

Acesse os dados da balança comercial da terceira semana de fevereiro.

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MDIC organizará seminário sobre agroindústria em Riade 
Riade, Arábia Saudita (19 de fevereiro) – Com objetivo de atrair investimentos sauditas, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior vai organizar um seminário em Riade para apresentar projetos da agroindústria brasileira. A parceria foi discutida pelo ministro Fernando Pimentel com os ministros sauditas Tawfiq Al Rabiah, da Indústria e Comércio, e Fahd Balghunaim, da Agricultura, no Sábado, 18 de fevereiro, último dia da viagem ao Oriente Médio.

A sugestão de Pimentel foi feita diante do interesse das autoridades sauditas em ampliar o intercâmbio com o Brasil e da preocupação com a segurança alimentar do país árabe. "Hoje, os investimentos da Arábia Saudita no Brasil somam cerca de US$ 25 milhões, um valor irrisório, que pode ser aumentado imediatamente em dez vezes", disse o ministro Tawfiq Al Rabiah. 

Para Pimentel, o eventual investimento saudita permitiria a capitalização das empresas brasileiras e asseguraria um incremento nas exportações nacionais. O ministro brasileiro explicou aos colegas sauditas que a legislação brasileira oferece todas as garantias necessárias a investimentos estrangeiros, mesmo que não seja mais possível a compra de grandes extensões de terra. "O Brasil é um dos países mais competitivos do mundo no agronegócio e pode garantir o fornecimento de alimentos para a Arábia Saudita", sustentou.

Pobre em recursos hídricos, o país árabe está reduzindo a produção de alimentos para assegurar o abastecimento de água à sua população. O seminário será organizado pela embaixada do Brasil em Riade e deve ocorrer em maio. A data será definida levando em conta a disponibilidade das empresas brasileiras e das autoridades sauditas.
 
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Cresce em 22,3% superávit da balança comercial das cooperativas 

Brasília (17 de fevereiro) – Em janeiro de 2012, a balança comercial das cooperativas alcançou um superávit de US$ 329,9 milhões. O resultado, recorde para o período, superou em 22,3% o alcançado em janeiro 2011, quando atingiu US$ 269,8 milhões. No primeiro mês deste ano, as exportações de cooperativas chegaram a US$ 352,9 milhões. Um crescimento de 21% sobre janeiro de 2011. Foi o maior resultado já alcançado pelo setor. Em relação às importações, o valor de US$ 23 milhões, no mesmo período, representou uma expansão de 5,3% em relação a janeiro do ano passado. Assim, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) também apresentou o melhor resultado da série histórica: US$ 375,9 milhões. Uma expansão de 19,9% em relação a janeiro de 2011.

Exportações

No período, 75 cooperativas brasileiras realizaram exportações. Entre os principais produtos vendidos para o mercado externo destacam-se os do agronegócio: café em grãos ( US$ 71,7 milhões, representando 20,3% do total); farelo de soja (US$ 60,1 milhões, 17%); açúcar refinado (US$ 49,5 milhões, 14%); pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 38,2 milhões, 10,8%); e etanol (US$ 31,1 milhões, 8,8%).

Quanto aos mercados de destino, as vendas externas das cooperativas alcançaram, em janeiro deste ano, 93 países. Onze a mais que em janeiro do ano passado. Os principais foram: Estados Unidos (vendas de US$ 59,6 milhões, representando 16,9% do total); Alemanha (US$ 32,9 milhões, 9,3%); Reino Unido (US$ 25 milhões, 7,1%); Países Baixos (US$ 20 milhões, 5,7%); e China (US$ 19,7 milhões, 5,6%).

Em janeiro de 2012, das 27 Unidades da Federação, 15 realizaram exportações por meio de cooperativas. O Paraná foi o estado com maior valor de exportações (US$ 116,6 milhões, representando 33% do total). Em seguida, estão Minas Gerais (US$ 82,4 milhões, 23,3%); São Paulo (US$ 63,6 milhões, 18%); Santa Catarina (US$ 29,8 milhões, 8,4%); e Rio Grande do Sul (US$ 26,5 milhões, 7,5%).

Importações

No último mês de janeiro, 37 cooperativas realizaram compras externas. A maioria importou insumos agrícolas (fertilizantes, ração, entre outros). Entre os principais produtos destacam-se: ureia (US$ 8,5 milhões, representando 37,2% do total); cloretos de potássio (US$ 2,6 milhões, 11,2%); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 1,9 milhão, 8,3%); farelo de soja (US$ 1,5 milhão, 6,4%); e máquinas e aparelhos para trituração ou moagem de grãos (US$ 1,2 milhão, 5,4%).

As importações das cooperativas foram originárias, no primeiro mês deste ano, de 25 países. Três a mais que em igual período de 2011. Por conta de sua participação no total das compras do setor, merecem destaque as seguintes origens: Ucrânia (US$ 4 milhões, representando 17,5% do total); Estados Unidos (US$ 3,4 milhões, 14,8%); Belarus (US$ 3,3 milhões, 14,3%); Espanha (US$ 2,7 milhões, 12%); e Paraguai (US$ 1,6 milhão, 7,2%).

Em janeiro de 2012, sete estados realizaram importações por meio de cooperativas. O Paraná foi o que teve maior valor de compras externas (US$ 9,1 milhões, representando 39,7% do total). Em seguida, ficaram Santa Catarina (US$ 5,8 milhões, 25,4%); Goiás (US$ 3,2 milhões, 13,9%); Mato Grosso (US$ 2,9 milhões, 12,7%); e Rio Grande do Sul (US$ 1,2 milhão, 5,3%).

Acesse os dados da balança comercial das cooperativas

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